segunda-feira, 20 de outubro de 2008

História de dois desconhecidos os quais eu conheço muito bem

Foi por uma foto e algumas linhas em um mundo virtual que ela o conheceu, um grande sorriso, uma mensagem bonita, e mais de uma hora dentro dos arquivos. Foi a primeira vez que Ela se apaixonou por alguém, por dentro como costumava dizer. Longe dos padrões mais claros de beleza que Ela estava acostumada, Ele povoava a sociedade, e os corações das mocinhas, com seu grande nome e o tal sorriso, que Ela tratou de achar uma semelhança com sua infância. Horas e dias falando daquele moço, encantada, trocaram algumas mensagens, santa globalização, santa internet. Novo encontro, uma nova troca de mensagens, não mais virtual. E segue a vida, emails, mensagens emessenicas, telefonemas.

Aniversário de família, onde a presença dela era fundamental, e a vontade dela era estar ali pertinho, onde tinham marcado um encontro, quase não deu tempo, mas o destino salvou a noite. Tempos depois foi com Ele que Ela experimento novas sensações, as piores, a ira, a desilusão. Ver a traição é algo inexplicável, que Ela fez questão de contar e relembrar todos os detalhes, de forma imatura, inexperiente.

Trocou o sorriso por lágrimas, Ele de pessoa mais bonita que já conheceu virou a pior de todas, com todo exagero que lhe era de direito. Ele nunca pediu desculpas, nem mesmo levou o erro para si, nunca entendeu tal mágoa. Talvez ela tenha entendido algo errado.

Encontrar com Ele era estranho, Ela sempre radiante, murchava, e se abria diante do tamanho que Ele a impunha, fazia questão de ser olhada muito bem por Ele, o qual sabia que aquilo não passava de um jogo, ai Ele entendeu, e passou a entendê-la sempre.

Nunca mais a paixão dela foi a mesma, por vezes ele foi seu ponto de fuga, por vezes ela usara ele p acalmar o vazio deixado por algum outro bobo rapaz. E assim foi, como todo romance, entre encontro e desencontros, as conversas fluíram, eles passaram a se entender.

O sorriso, já não era o foco, foram os abraços, os colos, as mãos juntas, mãos as quais ora se tocavam em carícias, ora se tocavam em amizade. Ternura, paixão.

De certa forma, ele sempre esteve presente, nos piores dias dela, quando adormecida recebeu uma mensagem que a fez sorrir, de forma contida, quase que agradecida por tanta preocupação. Nos melhores dias, onde o sorriso quase não cabia. Ela passou a confiar tanto e amar Ele, de um jeito incompreensível, o qual Ela nunca entendeu e nunca soube explicar. Ele de certa forma também a amou.

Ficaram juntos, separados. Com toda confiança Ela perdeu o medo e no dia certo Ele fez tudo errado, Ela voltou a ter medo e na época certa fez tudo errado. No dia errado, no momento nulo, se entregaram, sem paixão, talvez receio, talvez cumprimento de um trato.
Eles poderiam se culpar, se ignorar. Já existiam histórias, já eram cúmplices de um crime perfeito.

Ela pode apostar quando pela primeira vez descobriu o motivo pelo qual davam certo, mas nunca apostou nisso, aquela não era mais à hora de luta. Aprendeu mais uma vez com Ele, a chorar, chorar em paz, por acreditar que talvez tenha mesmo se enganado na primeira vez. Tentou mudar o que Ela tinha construído, sentindo imensamente feliz, quando o conseguiu.

Você pode apostar que essa estória termina com um final feliz, do tipo fada madrinha, três pedidos, casamentos, e felizes para sempre. Felizes para sempre sim, juntos também, não exatamente como nos contos, mas do jeito deles, com os dois maiores sorrisos que já ouvi falar...

Quem sabe do depois !?!?

Nenhum comentário: