sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Avenca Partindo
Caio Abreu.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
História de dois desconhecidos os quais eu conheço muito bem
Aniversário de família, onde a presença dela era fundamental, e a vontade dela era estar ali pertinho, onde tinham marcado um encontro, quase não deu tempo, mas o destino salvou a noite. Tempos depois foi com Ele que Ela experimento novas sensações, as piores, a ira, a desilusão. Ver a traição é algo inexplicável, que Ela fez questão de contar e relembrar todos os detalhes, de forma imatura, inexperiente.
Trocou o sorriso por lágrimas, Ele de pessoa mais bonita que já conheceu virou a pior de todas, com todo exagero que lhe era de direito. Ele nunca pediu desculpas, nem mesmo levou o erro para si, nunca entendeu tal mágoa. Talvez ela tenha entendido algo errado.
Encontrar com Ele era estranho, Ela sempre radiante, murchava, e se abria diante do tamanho que Ele a impunha, fazia questão de ser olhada muito bem por Ele, o qual sabia que aquilo não passava de um jogo, ai Ele entendeu, e passou a entendê-la sempre.
Nunca mais a paixão dela foi a mesma, por vezes ele foi seu ponto de fuga, por vezes ela usara ele p acalmar o vazio deixado por algum outro bobo rapaz. E assim foi, como todo romance, entre encontro e desencontros, as conversas fluíram, eles passaram a se entender.
O sorriso, já não era o foco, foram os abraços, os colos, as mãos juntas, mãos as quais ora se tocavam em carícias, ora se tocavam em amizade. Ternura, paixão.
De certa forma, ele sempre esteve presente, nos piores dias dela, quando adormecida recebeu uma mensagem que a fez sorrir, de forma contida, quase que agradecida por tanta preocupação. Nos melhores dias, onde o sorriso quase não cabia. Ela passou a confiar tanto e amar Ele, de um jeito incompreensível, o qual Ela nunca entendeu e nunca soube explicar. Ele de certa forma também a amou.
Ficaram juntos, separados. Com toda confiança Ela perdeu o medo e no dia certo Ele fez tudo errado, Ela voltou a ter medo e na época certa fez tudo errado. No dia errado, no momento nulo, se entregaram, sem paixão, talvez receio, talvez cumprimento de um trato.
Eles poderiam se culpar, se ignorar. Já existiam histórias, já eram cúmplices de um crime perfeito.
Ela pode apostar quando pela primeira vez descobriu o motivo pelo qual davam certo, mas nunca apostou nisso, aquela não era mais à hora de luta. Aprendeu mais uma vez com Ele, a chorar, chorar em paz, por acreditar que talvez tenha mesmo se enganado na primeira vez. Tentou mudar o que Ela tinha construído, sentindo imensamente feliz, quando o conseguiu.
Você pode apostar que essa estória termina com um final feliz, do tipo fada madrinha, três pedidos, casamentos, e felizes para sempre. Felizes para sempre sim, juntos também, não exatamente como nos contos, mas do jeito deles, com os dois maiores sorrisos que já ouvi falar...
Quem sabe do depois !?!?
Julio Cortázar
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Eu quro namorar ele tb!
Acordei atrasadaaaaa.... 7:30 da manhã. Ninguém acorda atrasada 7:30 da manhã, não alguém que leve a vida como eu. Acordo assustada, saiu do quarto, descubro a hora, falo alguma coisa sozinha, que na hra do almoço me contam rindo de mim. Volto a durmir. Acordo, agora, realmente atrasada 9:20 passo dois minutos decidindo se dá tempo ir p academia, tá eu vou, banhooo voando, me visto, tomo café e checo os novos emails, tudo ao mesmo tempo, usar o mouse e calçar meias são duas tarefas incompativeis!
Na passagem subterrânea... ligo p decidir o almoço, prendo o cabelo, escuto música, bebo água, atravessar correndo ou subir as escadas escuras?!? Bommm Dia..... o lixeiro quse me mata do coração, de novo!
Decido que quero viver a futilidade hj, exatamente no final da pior semana, em bsb. No meio do exercício e eu pensando, se estudo p mestrado, faço a carta, escovo o cabelo, ou termino o capítulo da monografia. Foda-se.... hoje eu to feliz e cansada! Não vou estudar, até as 14 pelo menos...
Almmoço, varrer casa, lavar a louça, passar o pano, arrumar a cama, colocar água no umidificador... DEcido ler um pouco antes de ver Dr. House e voltar a estudar. Quando abro o site.... ahhh haaaaa..... PEla milhonésima vez... acho q tenho alguma relação com essa mulher, e olha que não é nenhuma das minhas amigas dizendo isso.... Segue o texto dela, leiam, que eu vou terminar de ver Dr. House e voltar p meu mais novo amor... Robert Dahl!
Meu namorado o doctor House
Eu decidi que tô namorando o doutor Greg House, aquele com cara de “adoro sexo mas sou arrogante demais pra fazê-lo” que passa todo dia as oito da noite no canal 43. Menos as sextas. E sábados. E domingos. Como todo péssimo namorado, ele tem mais o que fazer da vida nesses dias. Já que a vida inteira namorei rapazes que não me namoravam e fui namorada de rapazes que jamais namorei, resolvi namorar o House e fim de papo. Comprei um estoque de Vicodim e um apartamento em andar baixo. Tudo pensando nele. O House pode tudo. Ele pode me dizer que meu cabelo era infinitamente melhor mais curto e mais claro. Ele pode me dizer que eu fico infinitamente mais bonita com uns cinco quilos a mais. Ele pode reclamar que eu cortei a malhação por falta de grana e paciência. Ele pode reclamar da queda hormonal e da minha mania de viver caindo. Ele pode rir da minha vontade de escrever novela ou qualquer outra coisa popular que me encha de dinheiro para eu poder escrever livros quieta ouvindo Nina Simone, da minha mania de cantar Maroon 5 e do fato de eu escrever tudo em primeira pessoa porque, de verdade, acho um saco qualquer outra coisa do planeta que não passe aqui por dentro. E o House super passa, em meus sonhos. Quando vai dando sete e meia da noite (ahhh, a falta do que fazer, já tem uma semana que não aparece um bom freela ou um bom sei lá o quê) tomo meu banho. Passo meus cremes. Coloco uma roupinha pra ele. Me tranco no quarto, no escuro. Vou passar os próximos sessenta minutos vendo vômitos, sangue, paradas cardíacas, berebas purulentas e a famosa “lombar punction”. Mas meu coração não entende nada como desgraça, a não ser a óbvia desgraça do amor. Todos os dias eu acho que vou morrer. E todos os dias ele descobre mil coisas pra não deixar. Porque quase nunca se morre nas mãos dele. E todos os dias ele me magoa terrivelmente com sua amargura e inteligência. E eu deixo porque não tem nada mais sexy do que gente que te odeia. Namorar quem tá cagando pra você, então, é o auge do sexy. Por isso eu namoro o House. Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina decide uma coisa...”.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Margaridas novas p o final da temporada!
Coração Colorido em foto P&B
E segui com meu bom dia, mesmo quando o dia já escurecia. Dei bom dia para coisas rastejantes como meu tapete que sempre bagunça porque meu sapato prende nele e bom dia para meu tapete voador imaginário que me fez dar bom dia ao mundo todo, mesmo para aquelas pessoas que eu nem sonho que existem. Bom dia para todas essas coisas que virão e que foram e que estão. Porque quando se sente tanto a vida não importa nenhum momento solto e não importa que nomes tiverem esses momentos mas apenas toda essa força que sempre esteve aqui. Mas que só agora eu consigo pegar, amassar, apertar e dar bom dia. Bom dia! Bom dia! Bom dia força! Bom dia prolapso da válvula mitral. Eu sei que você está enlouquecido e com medo de morrer. Mas até sua quase morte merece um bom dia. E então vai dar tudo certo. E daria bom dia, hoje, para todas as lanças. Bom dia lanças maravilhosas que me dilaceraram tanto e me trouxeram até a melhor manhã da minha vida. Dou bom dia para todas as minhas cicatrizes. E abraçaria pés na bunda e beijaria caras de lado e velaria sonos de quem já me estatelou os olhos sem esperança de tranquilidade. E mostraria inteiros para quem negocia partes. Porque hoje é o dia de dar bom ao fim da dor, ao fim da vingança, ao fim da espera, ao fim da defensiva. E dar bom dia ao início da primavera, ao início da minha beleza e ao amor. Finalmente. Bom dia ao amor. E bom dia para essa risada que sai livre, solta e que eu nem percebo que é risada porque não consigo olhar pra fora da pele de tanto que é bom ficar aqui dentro. Hoje é o dia de dar bom dia a mim. - Tati Bernardi
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
E isso já é toda a explicação que eu preciso.
Chegou a hora da calça. Olha, tira devagar. Não dá risada da minha cara. Sei lá o motivo mas me atacou uma bobeira imensa e eu estou tão nervosa. Perder a virgindade da alma pode doer mais do que qualquer dor da adolescência.
Porque eu me sinto com esse gostosinho no peito vinte e cinco horas por dia. Me explica? E você diz que não é pra gente falar nada. E isso já é toda a explicação que eu preciso.
Tirar a roupa é tão fácil. Mas tirar todas as minhas quinhentas peles pra você, só porque é o único jeito de estar com você, tem o frio e a dor e o peso e o medo de zilhões de roupas. Então não ri de mim. Elas foram construídas por tantos dias e meses e anos e vidas. E, de repente, só porque você subiu todos os meus quinhentos andares e não levou um susto quando eu abri a porta, eu resolvi tirar as minhas quinhentas peles.
Então cuida do meu sangue correndo atabalhoado, dos meus músculos tentando sobreviver a tantas descargas, das minhas células desesperadas pra entender tanta renovação e do meu peito querendo vomitar mil anos e devorar mil comidas, ao mesmo tempo, causando esse bolo enorme que não me permite dizer nada do que não sou. Eu canto pra você a minha essência e você batuca no mesmo ritmo. A gente é uma música de sucesso que só nós dois escutamos. E só agora eu entendo que isso é algo bom. (Tati Bernardi)