A distância é desconfortável e mesmo assim o meu choro parece sem sentido. Como uma criança chorando na porta do colégio e dando tchau pra mãe. Sabe-se que vai sobreviver, mas sabe-se também que a companhia da mãe vai sendo substituida naqueles momentos, o tempo até passa, mas nada se compara ao voltar pra casa, sentada do lado, olhando pra ela, enquanto ela dirige e eu mal entendo que ruas são aquelas.
Uma inocência segura pela segurança de outro.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Talvez
Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada... Caio Fernandes de Abreu
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