sexta-feira, 28 de maio de 2010
Gentilmente Gentil, com muita Gentileza
Justamente essa palavra, que eu procurava nas músicas, nos texto, era essa a definição. Gentileza, ela passou a semana escrita na minha frente, mas hoje eu entendi. A gentileza tem o poder de conquistar, acredito, eu, ou pelo menos passei a acreditar.
A chuva de ontem não foi nada gentil, desrespeitosa eu diria, e um senhor me disse, que aquela era a homenagem do céu, que estavam dando boas vindas, então calei e passei a apreciar aquela gentil chuva que lavou o chão, refrescou as plantas, e não desmanchou a festa.
A gentileza abriu o portão hoje, me serviu água, me perguntou se eu estava bem, e de forma muito gentil me empurrou, não o necessário para me derrubar, mas o suficiente para me mover. Trepidou tudo, e ainda sim de forma gentil.
E gentilmente foi embora, da mesma forma se despediu. E eu que não sou gentil, vou tentar ser paciente, e esperar que gentilmente volte.
Eu nasci no tempo errado...
Nós todos trabalhamos com computadores, de uma forma ou de outra. Eu passo o dia todo sentada diante dele. Se precisar falar com alguém, deixo um scrap. Se tiver uma boa ideia, lanço no Twitter. Se quiser conversar, ligo o MSN…Nem o telefone de casa eu uso mais. Até uso meu celular pra poder acessar a Internet quando estou na rua. Se quiser ouvir uma música, baixo. Se quiser ver um trecho de filme, vou ao Youtube. Fiquei dependente, confesso.
Isso tudo ajuda demais a nossa vida. Não temos que nos preocupar com horas de pesquisa em enciclopédias, tudo já está no Google. Não temos que nos limitar ao que revistas e jornais nos fornecem, podemos saber tudo sobre tudo apenas clicando. Mas e o reflexo disso nos nossos relacionamentos?
As pessoas ainda gostam de sair, claro. Nós ainda fazemos reuniões sociais, vamos pra balada, vamos ao shopping, nos encontramos com os amigos em barzinhos e shows. Conhecemos muita gente na rua, no nosso dia a dia. Mas isso tá cada vez mais perdendo espaço à nossa facilidade de nos relacionarmos na web.
Conversas importantes não precisam mais ser marcadas num almoço ou jantar. Basta mandar um e-mail. Pra conquistar o apreço de um pretendente, basta ter uma boa lábia no MSN. Quem aqui não fortificou um laço por poder todos os dias falar horas no MSN com alguém? Sem contar os que vão mais longe: namoros virtuais, sites de relacionamento…
Se a gente quer saber os gostos de um pretendente, basta fuçar as comunidades do Orkut, ler seu blog, segui-lo no Twitter. Pronto, não precisamos mais perguntar muitas coisas, podemos pular umas nove tardes de encontro. Saudade quase não passamos mais. Quer dizer, claro que passamos, mas podemos mandar um sms pra saber se tá tudo bem ou simplesmente pra dizer “estou pensando em você“.
Eu queria poder passar minha juventude antes da vida com Internet. Queria ter sido daquela geração que ia pro parque nas tardes livres pra poder encontrar os amigos e conversar. Que pegava o carro do pai escondido pra passar a noite vendo estrelas, bebendo, rindo e namorando, igual cena de filme antigo. Que ia acampar cada feriado em um lugar diferente. Uma época onde era mais fácil ter segredos, ser misterioso, ser interessante. Um tempo em que pra conhecer uma música nova você tinha que ouvir o rádio o dia todo, e depois sentava com os amigos na calçada com o violão pra mostrar. Uma época que as pessoas escreviam bilhetes e colocavam no bolso sem o destinatário perceber. Quando os apaixonados escreviam cartas e músicas no meio da noite pra poder se declarar. Queria ser de um tempo em que as pessoas iam comer na lanchonete ao lado to trabalho do pretendente só pra poder ver ele sair. Ou esperavam na janela pra ver alguém passar na rua…
Eu nasci no tempo errado.
E você? Também acha o mesmo?
Copiado do Diário de um solteiro
Isso tudo ajuda demais a nossa vida. Não temos que nos preocupar com horas de pesquisa em enciclopédias, tudo já está no Google. Não temos que nos limitar ao que revistas e jornais nos fornecem, podemos saber tudo sobre tudo apenas clicando. Mas e o reflexo disso nos nossos relacionamentos?
As pessoas ainda gostam de sair, claro. Nós ainda fazemos reuniões sociais, vamos pra balada, vamos ao shopping, nos encontramos com os amigos em barzinhos e shows. Conhecemos muita gente na rua, no nosso dia a dia. Mas isso tá cada vez mais perdendo espaço à nossa facilidade de nos relacionarmos na web.
Conversas importantes não precisam mais ser marcadas num almoço ou jantar. Basta mandar um e-mail. Pra conquistar o apreço de um pretendente, basta ter uma boa lábia no MSN. Quem aqui não fortificou um laço por poder todos os dias falar horas no MSN com alguém? Sem contar os que vão mais longe: namoros virtuais, sites de relacionamento…
Se a gente quer saber os gostos de um pretendente, basta fuçar as comunidades do Orkut, ler seu blog, segui-lo no Twitter. Pronto, não precisamos mais perguntar muitas coisas, podemos pular umas nove tardes de encontro. Saudade quase não passamos mais. Quer dizer, claro que passamos, mas podemos mandar um sms pra saber se tá tudo bem ou simplesmente pra dizer “estou pensando em você“.
Eu queria poder passar minha juventude antes da vida com Internet. Queria ter sido daquela geração que ia pro parque nas tardes livres pra poder encontrar os amigos e conversar. Que pegava o carro do pai escondido pra passar a noite vendo estrelas, bebendo, rindo e namorando, igual cena de filme antigo. Que ia acampar cada feriado em um lugar diferente. Uma época onde era mais fácil ter segredos, ser misterioso, ser interessante. Um tempo em que pra conhecer uma música nova você tinha que ouvir o rádio o dia todo, e depois sentava com os amigos na calçada com o violão pra mostrar. Uma época que as pessoas escreviam bilhetes e colocavam no bolso sem o destinatário perceber. Quando os apaixonados escreviam cartas e músicas no meio da noite pra poder se declarar. Queria ser de um tempo em que as pessoas iam comer na lanchonete ao lado to trabalho do pretendente só pra poder ver ele sair. Ou esperavam na janela pra ver alguém passar na rua…
Eu nasci no tempo errado.
E você? Também acha o mesmo?
Copiado do Diário de um solteiro
segunda-feira, 24 de maio de 2010
De onde surgem os canalhas?
Eu fico pensando de onde os canalhas surgem, aqueles que conseguem conquistar o coração de uma mulher em poucos momentos, os que não se importam e ao mesmo tempo fingem se importar de mais com o coração alheio, importância essa suficiente para ganhar mais pontos positivos no escore das burrices femininas.
E elas, as mulheres, são burras, ignorantes, vivem, convivem, lêem sobre eles, dão conselhos perfeitos e lógicos para as amigas, e quando se apaixonam perdem todo e qualquer senso. Frases como eu nunca faria isso por homem nenhum, perdem qualquer resquício léxico, semântico, sintático, analítico, morfológico, normativo.
Eu fico pensando nisso, a cada minuto em que seguro sua mão, e me pergunto, se eu sei de todo o beabá, porque ainda acredito. E ai eu seguro mais forte, faço carinho no seu cabelo de Mc Dreamy, porque se a sua função é conquistar um coração, por que seria eu, justamente eu, a atrapalhar sua árdua tarefa?
E quando a gente caminha para continuar o dia, como se fossemos um casal, daqueles que planejam as contas, daqueles que andam lado a lado depois da pausa do trabalho. E isso nada parece com um canalha, e eu tento encontrar os indícios do tão logo crime, do coração roubado. Roubado sim, porque qual violência é tão grande quanto destroçar uma mulher?
Tento insistentemente achar nem que seja só uma pontinha para me segurar e só vejo os fios que são tão finos. Entendo então, que estou procurando no lugar errado, os erros não estão nele, afinal só está cumprindo o seu dever. E só por isso eu já deveria saber que estou contaminada pelo veneno fatal.
E na TV aparecem os gols da rodada, e alguém fez um de canela, e você me pergunta se eu vi, e eu digo que sim. Eu realmente vi, fixei os olhos, mas não entendi, nem sei quem foi, de que time, se foi bonito, mas eu vi. Vi você, e vi você olhando e rindo, desengonçado e por isso eu ri.
Continuei rindo, porque eu sempre quis um cara que trabalhasse mais do que eu, não que eu trabalhe pouco. Um cara daqueles que dá orgulho, que a gente imagina que um dia vai chegar lá. E agora, eu acabei de perceber como você trabalha bem, como é eficiente nos resultados, como as estratégias são perfeitamente aplicadas, e como eu sou burra.
Burra, perfumada, penteada, arrumada. Burra. Feliz.
E elas, as mulheres, são burras, ignorantes, vivem, convivem, lêem sobre eles, dão conselhos perfeitos e lógicos para as amigas, e quando se apaixonam perdem todo e qualquer senso. Frases como eu nunca faria isso por homem nenhum, perdem qualquer resquício léxico, semântico, sintático, analítico, morfológico, normativo.
Eu fico pensando nisso, a cada minuto em que seguro sua mão, e me pergunto, se eu sei de todo o beabá, porque ainda acredito. E ai eu seguro mais forte, faço carinho no seu cabelo de Mc Dreamy, porque se a sua função é conquistar um coração, por que seria eu, justamente eu, a atrapalhar sua árdua tarefa?
E quando a gente caminha para continuar o dia, como se fossemos um casal, daqueles que planejam as contas, daqueles que andam lado a lado depois da pausa do trabalho. E isso nada parece com um canalha, e eu tento encontrar os indícios do tão logo crime, do coração roubado. Roubado sim, porque qual violência é tão grande quanto destroçar uma mulher?
Tento insistentemente achar nem que seja só uma pontinha para me segurar e só vejo os fios que são tão finos. Entendo então, que estou procurando no lugar errado, os erros não estão nele, afinal só está cumprindo o seu dever. E só por isso eu já deveria saber que estou contaminada pelo veneno fatal.
E na TV aparecem os gols da rodada, e alguém fez um de canela, e você me pergunta se eu vi, e eu digo que sim. Eu realmente vi, fixei os olhos, mas não entendi, nem sei quem foi, de que time, se foi bonito, mas eu vi. Vi você, e vi você olhando e rindo, desengonçado e por isso eu ri.
Continuei rindo, porque eu sempre quis um cara que trabalhasse mais do que eu, não que eu trabalhe pouco. Um cara daqueles que dá orgulho, que a gente imagina que um dia vai chegar lá. E agora, eu acabei de perceber como você trabalha bem, como é eficiente nos resultados, como as estratégias são perfeitamente aplicadas, e como eu sou burra.
Burra, perfumada, penteada, arrumada. Burra. Feliz.
terça-feira, 2 de março de 2010
São como são.;TB
" E quem diria. Quem diria. Ontem mesmo, conversando com vários amigos, eles me disseram que eu não mais parecia comigo. Eu pareço eu sim, mas vou ganhando o mundo quando abro algumas brechas da minha prisão. E de brecha, vou me ganhando também. E quase vira o estômago mas sou tomada por uma fome boa que eu nem sei o nome. Talvez acreditar assim, sem medo, em algo descontrolado e de alguma forma justo, seja acreditar em Deus. Durmo em paz. Tudo na hora certa.
As coisas são como são. E quando recebo suas mensagens de texto, ao longe, dizendo meio que genericamente que deseja tudo de bom e sente saudade, fico com vontade se aquele recado chegou só pra mim ou foi disparado para toda lista do celular. Mas me recolho. Uma minúscula e ainda baixa "vozinha" me diz que além dos meus textos eu tenho também muito charme, graças e beleza. Além dos meus espinhos eu tenho flores. E que sim, eu posso ser amada. Porque não ter alguém agora, agarrando aos meus pés, não significa não ser um calo persistente até mesmo em solas curtidas e acostumadas com a corrida. Descubro coisas terríveis e maravilhosas a respeito do amor. As coisas são como são. E na hora certa.
As coisas são como são. E quando recebo suas mensagens de texto, ao longe, dizendo meio que genericamente que deseja tudo de bom e sente saudade, fico com vontade se aquele recado chegou só pra mim ou foi disparado para toda lista do celular. Mas me recolho. Uma minúscula e ainda baixa "vozinha" me diz que além dos meus textos eu tenho também muito charme, graças e beleza. Além dos meus espinhos eu tenho flores. E que sim, eu posso ser amada. Porque não ter alguém agora, agarrando aos meus pés, não significa não ser um calo persistente até mesmo em solas curtidas e acostumadas com a corrida. Descubro coisas terríveis e maravilhosas a respeito do amor. As coisas são como são. E na hora certa.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Falta
A distância é desconfortável e mesmo assim o meu choro parece sem sentido. Como uma criança chorando na porta do colégio e dando tchau pra mãe. Sabe-se que vai sobreviver, mas sabe-se também que a companhia da mãe vai sendo substituida naqueles momentos, o tempo até passa, mas nada se compara ao voltar pra casa, sentada do lado, olhando pra ela, enquanto ela dirige e eu mal entendo que ruas são aquelas.
Uma inocência segura pela segurança de outro.
Uma inocência segura pela segurança de outro.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Talvez
Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada... Caio Fernandes de Abreu
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